terça-feira, 1 de julho de 2014

Notícias desmacaram supostas "rádios rock" de RJ e SP

VAN DAMME (EX-BEAT 98 E RPC FM) PASSA A COMANDAR RÁDIO CIDADE E TATOLA GODAS DA 89 FM SEGUE OS PASSOS DO PÂNICO DA PAN

As ditas "rádios rock" Rádio Cidade, do Rio de Janeiro, e 89 FM, de São Paulo, já disseram a que vieram em novidades anunciadas nos últimos dias, e que deixam cair a máscara de "roqueiras" que nunca passou de uma grande lorota publicitária.

No último fim de semana, a Rede TV! contratou a equipe do programa humorístico da 89, "Quem Não Faz Toma", que inclui o próprio coordenador da rádio, Tatola Godas (aquele que se achava "o maior punk de São Paulo"). O grupo terá um humorístico transmitido pela rede televisiva.

Para quem não sabe, é o mesmo caminho traçado há vários anos atrás pela equipe do programa Pânico da Pan, da Jovem Pan 2, que também começou a escalada televisiva criando uma versão do humorístico na Rede TV!.

Na Rádio Cidade, a notícia é a contratação do radialista Marco Aurélio Teles, o Van Damme, ex-radialista da rádio popularesca Beat 98 (que havia contratado os ex-Cidade Rhoodes Dantas e Paulo Becker), para coordenar a programação dita "roqueira" da rádio. Van Damme também fez parte da rádio pop RPC FM.

O irônico é que a Beat 98 tem no seu cardápio musical os mesmos funqueiros e pagodeiros-românticos que eram "hostilizados" pelos adeptos da Rádio Cidade, um sinal de pura incoerência e do habitual vira-casaquismo tão comum nesse pessoal.

Para coordenar rádios como a 89 e a Cidade, não é preciso entender de rock. Aliás, rock não é tratado como coisa séria por essas duas rádios que usam e abusam do rótulo "rock". Para fazer uma programação dessas, a própria indústria fonográfica já monta o repertório musical previamente, com seus hits e músicas de trabalho. Os programadores já recebem o "prato feito".

Com essas duas notícias, a Rádio Cidade e a 89 FM põem por terra abaixo qualquer chance de serem vinculadas à cultura rock de verdade, uma vez que nem personalidade de rádios de rock elas têm, porque rádio de rock não é aquela que só toca rock. Se fosse assim, qualquer jukebox seria "rádio de rock" se tiver só alguns discos do gênero.

As duas FMs tentam se desvincular da ciranda das rádios de pop dançante e popularescas que fazem a cabeça do público juvenil, mas esse esforço fica em vão, apesar do lobby publicitário favorável a essa manobra. Isso porque a publicidade é o reduto da mentira, do discurso falsificador, feito apenas para vender e faturar. Publicidade é ilusão. Coerência e marketing dificilmente andam de mãos dadas.

Um comentário:

  1. Matéria idiota e baseada em impressões pessoais e infundadas

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