sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Rádio MEC está em perigo - mesmo!!!

Autora: Cora Cónai. Fonte: Facebook. Texto publicado em 1º de novembro de 2013.

Amigos: há alguns meses, eu soube que a Rádio MEC estava sendo desmontada. Perguntei daqui e dali, e me disseram que não, que era apenas uma mudança de endereço, sem maiores consequências para a emissora. Fiquei contente com as explicações e não me preocupei mais com a questão.

Agora o assunto voltou à tona. E a coisa é muito mais séria do que imaginávamos -- e do que, mais uma vez, nos querem fazer crer os burocratas que a estão demolindo.

A tal mudança de endereço, ocorrida em março, foi feita a toque de caixa: numa sexta-feira, os funcionários foram avisados que teriam três dias para deixar o prédio que ocupavam há mais de 70 anos.

"O valioso acervo, os grandes estúdios, quase tudo ficou para trás" -- diz o Informativo da Sociedade dos Amigos Ouvintes da Rádio MEC. -- "Estão interditados, há mais de um semestre: o maior estúdio do país; os estúdios A e B; o Auditório; a Discoteca e suas cabines; todas as salas da AM e FM; as cabines de transmissão; os estúdios do 5º andar e, last but not least, a própria sala da direção. Tudo deserto. (....) Além disso, brevemente, os números referenciais da AM e FM no dial – 800 Khz e 98,9 Mhz – também irão mudar, por ordem do Ministério da Comunicação. O que sobrará da velha rádio?"

Na semana passada, Lauro Gomes, apresentador do programa Sala de Concerto, anunciou aos ouvintes a sua demissão e o fim do programa, que oferecia a jovens instrumentistas brasileiros a raríssima oportunidade de se apresentarem numa emissora de rádio. Além dele, dezenas de outros funcionários foram demitidos: jornalistas, produtores executivos, apresentadores, locutores, operadores de áudio, técnicos de manutenção.

Lauro Gomes também comunicou a sua demissão, e a dos seus colegas, através de um email enviado aos amigos: "Fomos demitidos. Dezenas de funcionários. A Rádio MEC agoniza, classificada como uma emissora elitista. A Cultura, a educação e a música do nosso país, são coisas para "elite". A memória e o acervo da rádio estão se perdendo, apodrecendo sem nenhuma prevenção ou conservação."

Para um ato a favor da Rádio MEC, a pianista Clara Sverner enviou algumas perguntas, até agora sem resposta:

"1) O que alega a EBC nessa troca de antigos funcionários e produtores por novos, em troca de demissões voluntárias?

2) Por que os excelentes produtores antigos foram convocados a abrir uma firma para apresentar projetos, e por que, apesar dos projetos terem sido aceitos, foram mesmo assim obrigados a pedir demissão voluntária a troco de um ano de trabalho? A maioria, com razão, não aceitou, achando um desrespeito às leis trabalhistas. Isso vindo de um orgão do governo!

3) Uma pergunta que não quer calar (como diz o Ancelmo): quem autorizou que os pianos da Rádio MEC fossem emprestados para a Cidade das Artes?!

4) Grande preocupação: como está sendo preservado o precioso acervo da Rádio MEC? Em que condições?"

Nota de esclarecimento – Rádio MEC FM do Rio de Janeiro
Fonte: EBC. Texto publicado em 30 de outubro de 2013.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) desconhece a origem da informação que circula na web, via Avaaz, sobre a extinção da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro. A emissora permanece no ar, com programação voltada para os diversos gêneros da música de concerto, e seu constante aperfeiçoamento faz parte dos objetivos estratégicos da EBC, conforme previsto no planejamento da Empresa de 2012-2022.

A EBC esclarece que a Rádio passa, neste momento, por mudanças decorrentes da absorção das atividades da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), cujo contrato de gestão com a Empresa se encerra no final de 2013. Mudanças estas que, seguindo determinação legal, envolvem a substituição de funcionários da ACERP por empregados da casa.

A EBC garante que não poupará esforços para continuar levando uma programação de qualidade aos ouvintes da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro e das demais emissoras que compõem seu sistema de rádios.

Empresa Brasil de Comunicação
Gerência de Comunicação Social

Comentários de Marcelo Delfino:

A MEC FM pode até continuar. Mas e o sucateamento da rádio, contado por Cora Cónai? Se continuar assim, a MEC FM poderá virar um mero tocador de MP3 de música clássica, com alguns poucos locutores e vinhetas. Com produção abaixo da crítica.

3 comentários:

  1. A Rádio MEC FM ( 98,9 ) embora seja um emissora publica, não cumpriu o que determina o ATO 931 de 25/02/2009 publicado no diário oficial da união que obrigou as emissoras relacionadas neste ato a alterarem as suas frequências de transmissão. O prazo para que a Rádio MEC FM alterasse o seu canal, esgotou-se em 25 de Agosto de 2009 e a partir desta data a frequência deixaria, obrigatoriamente, os 98,9 e migraria para 99,3 o que não ocorreu até a data de hoje (02/01/2014). Conforme consulta a entidades outorgadas efetuada no site da ANATEL no endereço http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do, é possivel verificar que a nova frequência já está licenciada e que mesmo assim a EBC não providenciou a alteração comprometendo as transmissões das emissoras comunitárias licenciadas que migraram do canal 290 para o canal 254, cumpriram com a norma assim como as rádios: JB FM, GLOBO FM e MELODIA, portanto podemos concluir que a MEC FM notificada como qualquer outra emissora que foram incluídas neste processo, mantem suas transmissões de forma irregular prejudicando as emissoras comunitárias licenciadas ocupantes ( após alteração ) da frequência 98,7 e obrigadas a operar com 25 w com uma potencia muito maior na portadora vizinha 98,9 que desde 25 de Agosto de 2009 deveria ocupar a frequência de 99,3.

    ResponderExcluir
  2. Indo para 99,3 deixará de pegar no sul do estado do Rio e ate mesmo em algumas cidades da Baixada do Rio , já que nesta frequência tem a rádio "sintonia do vale" , "antiga Califórnia" em Barra do Pirai.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Até parece que na Anatel e no Ministério das Comunicações existe alguma política cultural voltada para a Baixada Fluminense.

      Excluir