terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Para Arnaldo Jabor, Gurizada Fandangueira é banda de rock


Nisso que dá Arnaldo Jabor ter um quadro na CBN pra falar, entre outras coisas, de coisas que desconhece. O negócio é sair falando desembestadamente, mesmo que as coisas ditas sejam as maiores asneiras, os maiores erros ou os maiores absurdos.

Arnaldo Jabor entende tanto de rock quanto eu entendo de astrofísica quântica. Pelo menos o Jabor disse hoje que a tal grupelho de tchê music Gurizada Fandangueira solta fogos de artifício para ocultar a sua mediocridade. Nisso ele tem razão.

Coluna de Arnaldo Jabor de hoje

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Rádio Globo do Rio de Janeiro novamente 100% local?


É um dos mais comentados assuntos nos grupos de discussão radiofônica nas redes sociais. O espaço da Rede Globo de Rádio está cada vez menor na Rádio Globo. Vários debatedores apostam na saída da emissora carioca da rede, que continuaria, sendo ancorada pela Rádio Globo de São Paulo. Há até quem aposte que o Show do Antonio Carlos não será mais transmitido pela Globo São Paulo, há quem pergunte se o único programa de fora do Rio que permanecerá na Globo Rio será o Momento de Fé do Pe. Marcelo Rossi e há quem aposte que a separação da Globo Rio da rede será em março. A conferir.

É bom a Globo Rio sair da rede. Bom para o dial carioca. Falta recriarem aquele gostoso formato de rádio carioca que a Rádio Globo tinha há 11 anos atrás. Só que demoraria sei lá quantos anos para recriarem o que demoraram poucos anos para destruir na década passada.

Há outro problema: a programação que estão criando agora ignora completamente o que se passa em outras regiões do país. Coisa que nem a Rádio Globo em seus áureos tempos fazia. Depois da Rádio Globo em rede e da saída do Haroldo de Andrade, a Rádio Globo quer falar agora para um carioca provinciano e xenófobo que inventaram. Tudo isso num centro turístico de importância mundial.

O Show do Antonio Carlos jamais deveria ter ido pra rede. Devia ficar só no Rio. Dá para perceber que eles não ficam à vontade tendo que dar satisfação a realidades locais de ouvintes de fora do Rio de Janeiro. Antonio Carlos, Jussara Carioca, Gelcio Cunha, Hermelinda Rita, Aldenora Santos, Zora Yonara, o pessoal do esporte... Sem contar que eles tem que correr várias vezes com os blocos locais para entrarem os blocos nacionais acertados a fórceps com o departamento comercial. Antonio Carlos deve sentir falta de falar "seja bem vindo à Cidade Maravilhosa" para os viajantes que chegavam ao Rio. Não dá para falar isso em rede.

CBN toca 'lados B'. Mas só como trilha sonora


Foi o que a rádio CBN fez hoje. Nesta semana, a primeira edição do Jornal da CBN está exibindo por volta de 6:25 (ou um pouco depois) reportagens sobre mulheres que comentem crimes e que por isso são condenadas e presas. Nas reportagens, estão entrevistando presidiárias, que contam como elas se envolveram com o crime, muitas vezes como cúmplices de namorados e companheiros criminosos, algumas delas se tornando elas mesmas líderes de quadrilhas. Ontem entrevistaram uma ex-criminosa, que hoje trabalha no grupo cultural Afroreggae.

Hoje usaram como trilha sonora para a reportagem a música Sexo e dólares, do LP Kid (1989), do Kid Abelha.

Só assim mesmo para a CBN tocar 'lados B' do Kid Abelha ou de qualquer artista que seja. Nessa rádio que repete notícia, é proibido tocar música inteira. Já houve quem dissesse que a CBN toca no máximo 30 segundos ininterruptos de uma música, pra não ter que pagar direitos autorais. É o que fazem nos quadros musicais do CBN Total, à tarde, como Viva Música! e Sala de Música. Onde já se ouviu quadro jornalístico sobre música não tocar música inteira? Na CBN.

Haveria muitas oportunidades para a CBN tocar músicas inteiras, justificando a existência de várias FMs na rede. Além das reportagens e quadros jornalísticos, efemérides não faltam. Em grupos musicais, então, mais ainda. O Kid Abelha, por exemplo, tem as efemérides do grupo, da Paula Toller, do George Israel e do Bruno Fortunato.