domingo, 22 de julho de 2012

O que está em falta e o que está em excesso no dial carioca?

Resposta para o grupo Dial do Rio:

Há muita politicagem no dial carioca. Temos desde aquela rádio AM+FM lulo-dilmo-cabral-eduardista e aquela AM garotista até aquelas rádios ouníus com âncoras e comentaristas neoliberais viúvos da Era FHC. Sem contar aquela AM cujo carro-chefe é um programa da ultraesquerda.

Temos um excesso de Música de Cabresto Brasileira no dial. Seja fânqui, axé, pagode, urbanojo (com ou sem o "diploma" universiotário) ou mesmo a música populista gospel, notadamente com aquelas berradoras (não cantoras) de louvor pós-pentecostal.

Falta uma boa rádio de música contemporânea (como foi a Globo FM), uma de flash-backs (como foi a Antena 1), uma de música instrumental (como foram a Tupi FM e a JB FM originais), uma de música eletrônica, uma só de samba (eu disse SAMBA, não pagode) e uma de música pop gospel que não tenha música popular ou populista gospel nem cultos nem pregações nem referências a igrejas. E falta uma rádio rock. Isso no FM. No AM, falta uma rádio jornalística pra bater de frente com a CBN e uma rádio esportiva. Falta também devolverem a grade das AMs para os comunicadores e outros radialistas, tirando os estelionatários de toda ordem.

Faltam também locutoras. Estão acabando com o último legado que a Fluminense FM deixou: o equilíbrio entre vozes femininas e vozes masculinas no rádio do Rio de Janeiro.

Um comentário:

  1. Se continuar assim, em breve nãoouvirei mais rádio,apenas meu mp3 com as músicas dos bons tempos. Hoje, no FM,ouço apenas a JB.
    Saudade da TUPI, Alvorada, Antena 1, Transamérica, Delrey, Imprensa, Cidade, Manchete,... saudade...

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