sábado, 27 de junho de 2015

A ausência de rock das 100 mais tocadas das FMs do Brasil

Resposta para Ricardo Alexandre publicada no Facebook:

A ausência de rock das 100 mais tocadas das FMs do Brasil diz muito mais sobre a indigência do rádio brasileiro que sobre a volta do rock aos redutos roqueiros. As rádios não servem mais de parâmetro para verificar o que é sucesso popular. Pra isso, as redes sociais são mais úteis. Rádio hoje em dia não serve mais pra ouvir música, já que hoje restam poucas boas rádios musicais fora do circuito das rádios estatais e universitárias. A maior parte do dial está hoje entregue ao blá blá blá tendencioso, à overdose de notícias (em 20 minutos a rádio que repete notícia), ao AM em FM e às jornadas futebolísticas com os ridículos times brasileiros e a seleção da CBF.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Petição pelo retorno ao ar da Kiss FM do Rio de Janeiro

O TRIBUTO apoia a petição aberta hoje pelo retorno ao ar da Kiss FM do Rio de Janeiro. Eis o texto da petição:

Depois de 9 anos sem uma rádio de Rock no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2014 entrou no ar a Kiss FM, dando grande esperança ao público roqueiro da cidade fluminense. Porém, devido a problemas técnicos, burocráticos e judiciais, a rádio se encontra fora do ar à exatos 117 dias, deixando o público do gênero Rock sem nenhuma alternativa além de rádio na web.

Essa petição pede o retorno da rádio Kiss FM aos 91,9 FM do dial carioca!!

Agora, um texto do internauta Raimundo Vieira:

Liberdade musical e opção no dial, para uma nação de pessoas poder voltar a ouvir a boa e velha FM. De que adianta a ABERT fazer campanha para ouvirmos rádio se há muito tempo não temos opção de rádio alternativa, de tudo que temos hoje no ar 80% é descartável e boa parte é fruto do desgoverno.

Endereço da petição: https://secure.avaaz.org/po/petition/Kiss_FM_Retorno_da_radio_ao_dial_do_Rio_de_Janeiro

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

UFRJ FM recebeu autorização para entrar no ar




2015 está sendo movimentado nas frequências de FM abaixo dos 90 MHz. Além da chegada hoje da Feliz FM 89,5 (ver resenha do TRIBUTO aqui), no último dia 11 a UFRJ FM 88,9 (a ser operada pela EBC) recebeu autorização para entrar no ar. Vale lembrar que essa autorização saiu mais de um ano depois da concessão da outorga em 22 de janeiro de 2014, conforme informamos aqui no blogue. Aguardemos as próximas movimentações da UFRJ FM, que há de ser uma boa rádio universitária. Assim queremos. Assim esperamos. Por isso cobremos.

sábado, 10 de janeiro de 2015

No radialismo rock, a eterna briga entre Departamento Comercial e Programação


No radialismo rock, departamento comercial e programação nunca se entenderam. E isso cria um grave problema no setor, obstruído pelos interesses comerciais que tentam estar acima das ideias e da personalidade e provocam sempre uma crise que enfraquece o segmento rock no rádio.

Há 30 anos, a Fluminense FM, conhecida rádio de rock niteroiense, com sua linguagem diferenciada e seu estilo de locução personalizado, teve problemas de se ampliar comercialmente. Ephrem Amora, superintendente do Grupo Fluminense de Comunicação, não queria dar investimentos ousados para a rádio, pensando em cortas gastos e só investir no estritamente necessário.

Com isso, a ascensão da Fluminense foi comprometida com o veto à produção de um jornal - Rock Press - , à criação de correspondentes no exterior (um único telefonema de Nova York era tratado como grave despesa pelo GFC) e a emissora ainda perdeu, para a popularesca 98 FM (hoje extinta), o patrocínio oficial do primeiro Rock In Rio, iniciado há 30 anos.

A Fluminense tinha o conhecimento de causa do rock que as "rádios rock" atuais não têm, e seu profissionalismo na cobertura do Rock In Rio foi impressionante. Luiz Antônio Mello e sua equipe, mesmo com dificuldades financeiras, deram uma cobertura ímpar e o jornalista, ainda, contribuiu como um consultor informal de artistas a serem convidados para o festival.

A emissora niteroiense tornou-se vítima das próprias limitações comerciais. A Fluminense FM, em sua fase clássica iniciada em 1982, encerrou em abril de 1985, como disse Luiz Antônio Mello no livro A Onda Maldita. No entanto, a Fluminense ainda conseguiu ser uma boa rádio de rock contemporâneo entre 1985 e começo de 1990, apesar de alguns deslizes.

Em contrapartida, rádios que, mesmo sob o rótulo de "rock", têm um departamento comercial bem mais forte que a programação, acabam até sobrevivendo e resistindo no ar por bastante tempo, mas têm sua credibilidade seriamente comprometida.

É o caso da 89 FM, de São Paulo, e da Rádio Cidade, do Rio de Janeiro. As duas rádios têm o repertório musical já previamente montado pela indústria fonográfica, O padrão de programação, com seus locutores animadinhos, não difere muito de qualquer rádio pop convencional, o que as faz desmerecer qualquer definição de rádios "diferenciadas" ou "especializadas em rock".

A 89 FM até tentou o tal projeto "antirrádio", espécie de versão "podada" da Fluminense FM com alguns ranços oitentistas da antiga Estácio FM, mas cometeu a contradição de primeiro descartar a locução animadinha e, já no fim dos anos 80, introduzi-la sob a desculpa da "ousadia" de colocar locutores que "falassem sorrindo".

As duas rádios se preocuparam mais com seu marketing e decidiram manter todos os defeitos que as derrubaram as emissoras em 2006. Preferiram ouvir a voz do departamento comercial, enquanto adotaram a atitude suicida de manter o mesmo tipo de mentalidade: locutores engraçadinos, ênfase no besteirol e espaço do rock limitado aos "grandes sucessos" e "músicas de trabalho".

A titulo de rádios especializadas de rock, isso matou as duas rádios. Elas só têm um departamento comercial forte, mas sua fraca programação só consegue vingar com um esquema de marketing que esbarra em sérias contradições, mas se beneficia pelo fato de que há pouca gente, entre radialistas, executivos e ouvintes, que entenda realmente de cultura rock.

VISÕES FORA DA REALIDADE

Com locutores de vozes afetadas - sobretudo os masculinos, claramente no estilo de rádios de pop adolescente - e repertório hit-parade, as rádios 89 FM e Rádio Cidade só conseguem algum êxito de audiência porque "roubaram" ouvintes de outras rádios, estas dedicadas ao pop ou ao brega.

Essa visão irrita alguns radiófilos, presos nas visões fora da realidade do departamento comercial, que em nome do marketing criam uma visão de público de rock que é completamente fora do que ocorre na realidade. Eles pensam que, só por entenderem de rádio, podem entender de rock, e no entanto eles nem de longe entendem a realidade do verdadeiro público de rock.

Mas o mercado publicitário vive mesmo de mentiras, de ficção e de desculpas esfarrapadas. Existe a história do estupro visto pelo mercado publicitário que ilustra bem o contexto, quando o mercado afirma que o estupro poderia ter sido um ato de amor se o estuprador não fosse tão afoito e a estuprada aceitasse os galanteios do rapaz.

Essa mentalidade de escritório tenta defender a tese de que as duas rádios são ouvidas por "roqueiros radicais da pesada", que apenas adotam uma "outra mentalidade". A realidade diz, no entanto, que as mesmas pessoas que ouviam brega e pop dançante nos seus estabelecimentos ou lares, estão ouvindo essas duas "rádios rock", enquanto os roqueiros de verdade evitam sua sintonia.

O público roqueiro é diferente do público de pop. O mercado radiofônico ignora isso e empurra para o público de rock programas debiloides (tipo "Do Balacobaco" e "Hora dos Perdidos") e locutores que falam como se estivessem se dirigindo às fãs femininas do One Direction (mesmo quando o cardápio musical inclui até AC/DC e Metallica).

O público de rock, independente de que "tribo" for, seja fã de rock mais antigo ou de rock mais novo, seja headbanger ou indie, skatista ou hippie, progressivo ou punk, não tolera locutores animadinhos, se irritando com o estilo de dicção que estes adotam. Todos, igualmente, não suportam ouvir locutores de voz afetada e cheios de gracinhas ocupando os estúdios de rádios roqueiras.

Outro detalhe é que os verdadeiros roqueiros não querem ouvir só os "sucessos". Se é para um público de rock ouvir apenas a canção de trabalho do novo álbum da banda tal, ele desliga o rádio porque essa canção ele já ouve com antecedência no MP3, no CD ou nas rádios de rock estrangeiras.

A arrogância, a visão cega e intransigente do mercado, dos departamentos comerciais ou de publicidade, fazem com que se empurrem essas verdadeiras aberrações radiofônicas com todas suas gafes, as quais seremos obrigados a aguentar não se sabe até quando.

RADIALISTAS DE ROCK FALAM FEITO GENTE COMUM

O que o mercado não sabe é que os verdadeiros radialistas de rock falam feito gente comum. Eles não podem ter a voz afetada de animadores de festas infantis ou de garotos-propagandas de lojas de eletrodomésticos. Isso derruba qualquer rádio que se diga de rock, e não adianta cara feia de produtores, ouvintes e adeptos.

Não é pedir demais para o mercado assumir que locução de rock tem a naturalidade de locutores comuns, mais ou menos quando um jornalista musical fala na TV. Sem entonações afetadas, gírias ou piadinhas, e sem aquele ar de "locutor gostosão" fazendo gracinhas nas fotos.

O verdadeiro locutor de rock, mesmo falando feito gente comum, pode ser facilmente compreendido pelo público jovem de rock. Basta ser claro e conciso no texto, simples e direto na locução, descontraído na medida certa sem partir para o perfil "engraçadinho".

Se as rádios que se dizem de rock não adotam um perfil diferente do adotado pelas rádios pop, elas se matam completamente. Poderão ter até alguns anos de sucesso relativo de audiência - nada excepcional, pois o rock está em baixa no rádio, mas que dá para manter as rádios em boa situação financeira - , mas isso se deve a um público não-roqueiro que quer ouvir rock de vez em quando.

UM CAMINHO A SEGUIR

Mas, a título de segmentação radiofônica, as "rádios rock" que adotam linguagem e mentalidade pop estão condenadas ao fracasso. Os adeptos dessas emissoras podem espernear e xingar, criar blogues ofensivos, mandar vírus por e-mail, entre outras grosserias que os adeptos da Rádio Cidade haviam feito aos detratores há cerca de 10, 15 anos atrás. Não irão convencer o contrário da realidade.

Com o tempo, essas rádios serão vistas como hesitantes, porque em alguns momentos elas querem ser mais pop, carregando no besteirol e nos locutores "engraçadinhos" e suas vozes afetadas, noutro querem ser mais rock, criando até especiais de duas horas com algum jornalista convidado. Essa fórmula "não ajuda nem sai de cima" pode vingar até alguns anos, mas logo depois decai.

É bom prestar atenção que uma das rádios extintas de 2014 foi a carioca Beat 98, que era sinônimo de sucesso absoluto e que, aos olhos do mercado radiofônico e de departamentos comerciais "donos da verdade", seria a última FM que alguém cogitaria fracassar, já que a Beat 98 seguia rigorosamente todas as regras comerciais em prol do sucesso radiofônico.

Portanto, as rádios 89 e a Rádio Cidade têm um caminho a seguir. Ou tentam compreender melhor a realidade do público roqueiro e eliminem todo o ranço de radialismo pop na linguagem e mentalidade, extinguindo programas de besteirol e tirando os locutores pop do seu quadro profissional e deixem de tocar só os sucessos, ou terão que abandonar o rock e assumirem que são pop de vez.

Do jeito que estão, a 89 e a Cidade tratam o roqueiro de maneira preconceituosa, caricata e não raro depreciativa. praticamente vendo o público de rock como sendo um bando de débeis mentais que só querem ouvir os "grandes sucessos" dez vezes ao dia e aceitam locutores que falem como animadores de festas infantis.

Seguir ao mesmo tempo dois caminhos opostos não é a receita do sucesso. A realidade mostra que não é o desejo das quatro paredes dos departamentos comerciais que vale, se a resposta do público vai contra contra as "verdades" do mercado. Mais do que entender de rádio, o especialista em rádio precisa entender o público que vai muito além de seus preconceitos.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

"Rádios rock" atoladas na total incompetência

"HORA DOS PERDIDOS", DA RÁDIO CIDADE - Ouvintes reclamam que, às vezes, o programa lembra FM O Dia.

Infelizmente, os defensores da Rádio Cidade e da paulista 89 FM têm mesmo que oferecer a cara a tapa. O retorno das duas rádios pode ter rendido um bom retorno de audiência, segundo dados oficiais, não se deve à adesão maciça de um público especializado de roqueiros, mas de fãs de pop e brega com alguma simpatia aos sucessos fáceis do rock.

O sucesso, portanto, é quantitativo, mas nem de longe é qualitativo. E isso é culpa das rádios, que retomaram rigorosamente os erros que as derrubaram em 2006, dando maior ênfase a locutores e programas que NADA TEM A VER com o perfil rock, que só conseguem roubar a audiência de outras rádios pop e bregas, mas não atraem um público realmente roqueiro.

Pouco adianta, se, numa 89 FM, há programas específicos apresentados por um Ricardo Alexandre ou por um Andreas Kisser, porque com toda a fachada "100% rock" (menos, menos) da emissora paulista, esses programas não são mais do que "ilhas isoladas" diante de um mar de imbecilidades e tolices, um "paiol de bobagens", como dizia o Paulo Ricardo do RPM.

Até um dos empresários da 89, o Neneto Camargo, tem mais voz para locutor de rádio rock do que o coordenador Tatola (espécie de "titio" dos emos que fala igual ao Rui Bala da Transamérica), como fui obrigado a admitir depois de ver uma reportagem sobre a emissora no Metrópolis da TV Cultura.

E ver que Tatola e Zé Luís são a "vitrine" de uma rádio que se autoproclama "rádio de rock séria" é estarrecedor. Ver a programação normal da 89 FM e, por conseguinte, da Rádio Cidade aqui no RJ, comandada por locutores incompetentes que falam igualzinho aos das piores rádios de pop dançante, é de fazer enfurecer até budista.

NÃO SE FAZ UMA RÁDIO DE ROCK COMO SE FAZ RÁDIOS DE POP

Não se pode trabalhar uma rádio de rock como quem trabalha uma rádio de pop. Se a demanda é jovem, ela é diferente no comportamento e hábitos. Mas como nem os adeptos da Cidade e 89 entendem de cultura rock - eles só entendem de DINHEIRO (diz o câmbio do dólar do dia para um ouvinte da 89 ou Cidade e ele tira de letra) - , então fica difícil esclarecer as coisas.

O grande problema é a miopia empresarial. Eles não sabem a diferença entre os fãs de Xuxa Meneghel e os do Ratos do Porão. Aí criam rádios parecidinhas na linguagem, na mentalidade, nas vinhetas, na mesma conduta debiloide, tratando os ouvintes igualmente feito débeis-mentais alucinados, e só diferem no "vitrolão", e, mesmo assim, não muito.

É só voltarmos aos anos 90 e confrontarmos o que a Jovem Pan 2 (que, arrogante, havia comemorado a queda da Fluminense FM) e a Rádio Cidade "roqueira" tocavam, e a semelhança dos repertórios musicais é praticamente a mesma.

As duas investiam igualmente em nomes como Skank, Cidade Negra, Alanis Morissette, No Doubt,Titãs, Capital Inicial, Lenny Kravitz e, sobretudo, Mamonas Assassinas, só tendo algumas diferenças pontuais. Se a Jovem Pan 2 tocava, por exemplo, Whigfield, Britney Spears, Double You e Undercover, a Cidade atacava com Offspring, Alice In Chains, Raimundos e Midnight Oil.

Até o Ostheobaldo, uma das "bandas-sensação" da Rádio Cidade, mais parecia um Fincabaute - "banda-sensação" da Jovem Pan 2 - à beira de um ataque de nervos. A mesma postura, as mesmas gracinhas, a mesma pose, só que um tentando ser "mais roqueiro que o outro", ou não seria o outro querendo ser "mais praiano que o primeiro"?

As rádios se atolam na mesma mentalidade, e a coisa ficou tão escancarada que veio a migração de locutores de rádios bregas e pop para não só emporcalharem os microfones com suas vozes de animadores de festinhas infantis, mas também coordenarem e comandarem a programação. E aí é que a máscara cai, mas se mostrar essa realidade o pessoal não gosta.

A realidade é essa. As rádios já têm o repertório montado previamente pelas gravadoras. Até as chamadas "bandas alternativas" são tocadas apenas pelas chamadas "músicas de trabalho", que já são as escolhidas pelas gravadoras para trabalhar o material. Nada menos alternativo.

Claro que daria um enorme livro só para enumerar os defeitos dessas rádios. Mas seus adeptos não querem saber. Acham que esses defeitos existem porque as rádios precisam "viabilizar audiência". E arrastam essa desculpa durante anos, não se sabe até quando.

Essas pessoas não entendem de rock. Aliás, o mercado não conhece o público de rock e o que eles pensam, fazem e querem. O mercado, turrão, quer impor regras, normas, procedimentos, e nós é que temos que aceitar tudo e garantir seu sucesso, pouco importando se essas regras vão contra a realidade da cultura rock no mundo ou mesmo no próprio Brasil.

Os adeptos da 89 e Cidade não sabem a diferença entre uma guitarra distorcida e um barulho de britadeira na rua. Mas se acham "gênios" por acreditarem em rádios que são ao mesmo tempo pop e rock sem serem "pop rock" e que são "radicalmente rock" sem serem radicalmente rock. E ainda se irritam quando são contrariados. Que "rádio de rock" eles querem, afinal? Eu não sei.

Enquanto as ditas "rádios rock" não representarem um diferencial de linguagem, de mentalidade ou de estado de espírito, substituindo locutores poperó por outros que falem feito gente, a 89 e a Cidade vão ficar chupando dedo alimentando seu sucesso de audiência com ouvintes de pop e brega que apenas estão em busca de novidades.

Se tudo ficar como está, nada feito: a Cidade e 89 terão que se admitir que são "pop rock" devido aos limites impostos pelos interesses comerciais, que, nesse quadro de incertezas que atravessa o rádio, garantia de sucesso hoje, mas certeza de falência amanhã. Quem é que ia imaginar que a Beat 98 um dia seria extinta, cumprindo rigorosamente os tais "interesses comerciais"?

Mantendo tudo como está, as ditas "rádios rock" terão que reconhecer que nenhum roqueiro autêntico lhes dá ouvidos, porque roqueiro de verdade não se contenta com pouco, ouvindo só os "grandes sucessos" roqueiros e as irritantes piadinhas dos locutores "engraçadinhos" que falam feito animadores de festinhas infantis.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Nervosos, defensores da Rádio Cidade podem dar tiro no pé


Tem gente que acredita em Papai Noel. Há quem acredite no Coelhinho da Páscoa que é ovíparo e põe ovos de chocolate. Há quem acredite na Fada Madrinha. E há quem acredite que roqueiro é quem ouve a Rádio Cidade.

Quando ocorreu a notícia de que a Rádio Cidade trabalha uma afiliada na Região dos Lagos, foi eu só colocar uma observação realista para ser espinafrado por radiófilos para os quais só valem os dados colhidos pelo departamento comercial, com seus mitos e ilusões publicitárias.

São pessoas que até entendem de rádio e de bastidores de rádio, mas não de rock. E vem com desculpas, ataques, declarações irritadas, ironias, que podem pôr a perder a causa que eles mesmos defendem.

Minhas críticas não invalidam a marca Rádio Cidade. Eu não disse "a rádio vai se dar mal". O que eu quis dizer é o que acontece no Rio de Janeiro: a Rádio Cidade está roubando audiência de rádios convencionais.

Musicalmente exigentes, os roqueiros nunca iriam aceitar ouvir o "mais do mesmo" na Cidade e os mais jovens, com muito mais informação a seu acesso, encontram outros caminhos bem mais interessantes para ouvir rock. Os roqueiros estão fora do rádio do RJ, enquanto a Kiss FM some e aparece sem ainda implantar uma programação própria no Estado.

O que preocupa é que as pessoas não entendem a realidade. Os adeptos da Cidade querem pensar a realidade conforme seus umbigos. Querem dar o juízo final com seus egos. E isso as torna reacionárias, algo preocupante num Estado que elegeu Jair Bolsonaro e num cenário radiofônico nacional que mostra uma Jovem Pan AM altamente reacionária.

Nota-se um nervosismo neurótico nos adeptos da Rádio Cidade. Eles sabem que o rock anda em baixa no rádio brasileiro e não chegou sequer às 50 mais tocadas. Mas acham que a solução está numa rádio sem vocação alguma para o gênero, que só toca "sucessos" e a cada vez mais demonstra ter uma equipe sem qualquer especialização para o rock.

Os fatos mostram mais do que declarações do departamento comercial. A Rádio Cidade não derrubou a Kiss FM, ela eventualmente fica fora do ar por problemas técnicos, está em fase experimental e precisa resolver finanças e burocracia para modernizar equipamentos.

Em compensação, depois do ressurgimento da Rádio Cidade, quem sucumbiu foi a Beat 98, uma rádio popularesca, que misturava "funk", "pagode romântico" e hip hop e que há mas de três décadas não guarda um vestígio sequer da histórica Eldo Pop que dominou o radialismo rock dos anos 70.

As pessoas ficam nervosas por nada e, por mais que insistam em seus argumentos, acabarão dando um tiro no pé. Isso porque não fazem sentido desculpas do tipo "a Rádio Cidade toca outro tipo de rock", "o rock da Cidade é contemporâneo", "a rádio não ousa porque precisa viabilizar audiência" ou "a rádio é assim ou assado porque precisa ser mais direta com um público mais jovem".

E isso tudo com as transformações que a cultura rock acontece no mundo e até no Brasil. Os roqueiros estão preferindo mais os arquivos de áudio do You Tube. Ninguém vai ouvir uma rádio só por causa de uns sucessinhos roqueiros ou semi-roqueiros convencionais e aguentar piadas idiotas de locutores com vozes de animadores infantis tratando os ouvintes feito débeis mentais.

Ver que a realidade irrita as pessoas e as faz ter mania de argumentar conforme seus interesses é algo que já provocou efeitos danosos na sociedade, vide, por exemplo, o caso da revista Veja e suas paranoias antissociais.

Alguém diz para os adeptos da Rádio Cidade que a realidade do público roqueiro é bem diferente do nível de compreensão de quem vive trancado nas quatro paredes de seus escritórios comerciais e eles reagem xingando de "Zé Ruela" e fazendo esnobismo, como se eles fossem vitoriosos nos seus pontos de vista. Não são.

Isso é tão certo que o surto de reacionarismo extremo dos adeptos da suposta "rádio rock", entre 2001 e 2005, fez a rádio perder audiência e credibilidade. Gente esquentadinha não dá bom marketing. Isso é uma certeza absoluta. Quem perde a cabeça põe tudo a perder, por mais que ele se ache com a razão e tente responder de maneira insistente e agressiva.

A realidade é que a Rádio Cidade, quando muito, é apenas uma rádio de POP ROCK. E que, a exemplo da 89 FM de São Paulo, mostram mais proximidade com a ciranda das rádios convencionais até no trânsito de locutores.

Notícias provam isso: a 89 empregou um ex-locutor da Jovem Pan 2, a Rádio Cidade empregou para a gerência artística um ex-locutor da Beat 98, fatos concretos, mas se alguém disser que a 89 e a Cidade participam da ciranda das rádios pop e brega isso é visto como "ofensa".

Enquanto isso, num texto da Coluna do LAM, Luiz Antônio Mello, que lançou as teorias sobre o que é trabalhar uma verdadeira rádio de rock, referente à morte do ex-beatle John Lennon, definiu a Rádio Cidade como "adorável e muito saudosa", como se a emissora fosse coisa do passado.

A Rádio Cidade nunca vai fugir do estigma pop. Ela sempre teve mentalidade pop, mesmo nos seus momentos mais nervosos. Aliás, o nervosismo dos que queriam vê-la como rádio do "rock à moda da casa" poderão dar um tiro no pé, porque o mercado não tolera pessoas temperamentais, mesmo quando elas mesmas é que tomam as rédeas.

E tudo isso quando o rádio FM de hoje é imprevisível, vivendo uma crise que nem os mais ambiciosos gerentes artísticos conseguem desmentir. Ficar esquentadinho porque ninguém vê na Rádio Cidade uma rádio de rock séria (e nunca foi) é chutar o pau da barraca e derrubar tudo que estiver à frente.

O jeito é se conformar e aceitar os limites da Rádio Cidade dentro do contexto do radialismo pop, admitindo que a rádio só toca sucessos de pop rock dos anos 90 e 2000 para fãs de Thiaguinho, Anitta, Luan Santana e Justin Bieber. São os efeitos do mercado. Forçar no faz-de-conta "radical" é perda de tempo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quer deixar sua marca no Rock Brasil? Não mande demos para a 89 FM e Rádio Cidade

SE A LEGIÃO URBANA TIVESSE SURGIDO HOJE, AS RÁDIOS 89 E CIDADE REJEITARIAM SUAS DEMOS.

Você que está formando uma banda musical e trabalha uma proposta musical consistente, bem elaborada e diferente das bandas que fazem sucesso, mesmo dentro de seu meio, um conselho: NÃO mande demos para as rádios 89 FM e Rádio Cidade.

Devemos parar de fingir crer que as duas rádios tratam o rock de maneira séria, porque, mesmo dentro do perfil mais contemporâneo, as duas rádios deixam muito a desejar na exploração desse perfil.

Para quem não sabe, rádios de rock contemporâneo de verdade foram a Fluminense FM, de Niterói, no ano de 1986, e a Brasil 2000 FM, de São Paulo, no ano de 1990. Muito distantes e muito superiores, em qualidade do que essas "Jovem Pan 2 com guitarras" que são a 89 e a Cidade que estão abaixo até do básico que deveriam ser rádios de rock contemporâneo.

As duas rádios nem estão interessadas em rock diferenciado, até porque seus locutores e produtores não são gente que realmente entenda de rock ou queira divulgar bandas de qualidade. O que as duas rádios tocam de bandas de qualidade é o que já faz muito sucesso mundialmente, como U2 e Foo Fighters.

Além disso, as duas rádios não declaram, mas estabelecem normas rígidas sobre o que deve ser uma nova banda de rock. Se a banda já lançou um álbum com bastante diferencial, com o mesmo impacto criativo que tiveram Legião Urbana, Fellini e Violeta de Outono, terá que diminuir seu ímpeto nos próximos álbuns.

Esse raciocínio é o mesmo do pop adolescente. Paciência, a 89 FM e a Rádio Cidade não escapam da lógica das rádios de pop adolescente, deve-se parar de ignorar essa dura realidade, e não fazer de conta que as duas emissoras estão longe da ciranda do radialismo pop mais convencional!

Nomes como Rihanna, Demi Lovato e Selena Gomez lançaram seus primeiros discos tentando algum diferencial no pop dançante, mas depois tiveram que seguir as rígidas regras pop ditadas pelos fenômenos Beyoncé Knowles, Shakira, Britney Spears etc.

Se a 89 e a Cidade recebem uma demo ou um álbum independente em que a banda soa bastante criativa e diferenciada, seus músicos são "aconselhados" a lapidar o som e seguir o som da moda, sob a alegação que o som é "muito bom, mas difícil" ("muito bom" é eufemismo para os locutores dizerem que odiaram a banda). É a regra do negócio!

Claro que todos são obedientes a esse processo e, se você é um roqueiro carneirinho, que faz todas as normas de maneira submissa, apesar de toda a pose de "rebelde" que mostra nas fotos, você não tem problemas de divulgar material nessas rádios e seguir o show business roqueiro comodamente, se preciso até abrindo para o Psirico em um evento de bloco em Salvador.

E há muita banda que antes era rebelde e tinha atitudes viscerais que hoje soa domesticada e acomodada, por causa desse mercadão comandado pelas duas rádios que, no fundo, não suportam haver roqueiros com neurônios e muito o que dizer de relevante.

Se a Legião Urbana tivesse surgido hoje e tivesse que mandar demos para a 89 e a Cidade, seus produtores reclamariam, chateados: "Cara, que letras complicadas são essas?", "Vocês deveriam soar algo entre Coldplay e Fall Out Boy, com esse som não dá para tocar", "Dessa demo, só presta 'Geração Coca-Cola', e olhe lá", "A mixagem está crua demais para nossos padrões", seriam os comentários.

Inútil haver o faz de conta de que as rádios aceitam sonoridades cruas e "difíceis" e que as bandas aceitas por essas rádios não seguem o som da moda. Na prática, todavia, o que se nota são rádios que ditam fórmulas e bandas que as seguem, obedientes.

Exemplo disso está em bandas como Malta e Aliados, que não diferem muito do que Restart e NX Zero fazem de "radical". E, apesar do visual headbanger e da pose de "viscerais", o Malta é tão carneirinho que faz letras piegas e foi se apresentar num evento ao lado de nomes como MC Guimé e MC Ludmila. Devem viajar para Salvador para abrir até mesmo para o É O Tchan.

E o que dizer dessas regras impostas em letras miúdas pelo "Temos Vagas" e "Cidade do Rock", que até a dupla breganeja Victor & Léo promete que vai seguir, quando o som da moda, para bandas emergentes de rock no país, é imitar Coldplay e 30 Seconds To Mars, grupo popularizado pelo fato de seu vocalista e guitarrista ser o ator Jared Leto?

Portanto, se a banda quiser deixar sua marca no Rock Brasil, evite rádios assim. Deixe vídeos "dormindo" no YouTube e vá fazer apresentações ao vivo. A visibilidade será pouca, o sucesso baixo, mas haverá maior liberdade artística que, cedo ou tarde, trarão maior destaque.

Se quiser um sucesso mais rápido, melhor será mandar demos para o exterior, como a BBC de Londres ou o jornal New Musical Express, que não exigem das bandas o "som do momento". Deve-se espelhar no caso do Velvet Underground, de início um grande fracasso comercial, mas depois uma das bandas seminais da História do Rock.

Mas se houver a tentação de mandar demos para a 89 e a Cidade, os músicos terão que se preparar para mudar o som conforme o modismo do momento, abrir para Ivete Sangalo, Zezé di Camargo & Luciano e Mr. Catra no futuro (talvez até duetando com eles em um novo CD), e fazer o papel de palhaços diante de uma plateia revoltada que esperaria da banda um mínimo de diferencial.

As rádios 89 e Cidade são comerciais. E, como tais, estabelecem regras de mercado. E elas são muito cruéis e castradoras da liberdade de criação. Não se pode fingir que essas regras não existem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Saudade de uma tendência: FM é entretenimento, cultura, música, AM é comunicação, futebol, notícia

Os caras mesmos criam uma tendência, e eu fui criado ouvindo essa tendência: FM é entretenimento, cultura, música, AM é comunicação, futebol, notícia, "o fato no ato", como dizia a saudosa JB AM. Aí os caras acabam com a tendência que eles mesmos criaram na década em que eu nasci, fazendo agora a festa de Fausto Silva e de Heródoto Barbeiro que dizem que FM não deve ser diferente de AM, e dos "pogreçistas" que afirmam que FM musical é alienação de música vinda "duzistêites". Aí tome blá blá blá populista demagógico, jabá futebolístico e jornalismo tendencioso no FM, e AMs entregues à picaretagem da fé, que depois também adentrou o FM. Só falta chegar a defensora de amarramento de pessoas em postes ao dial carioca, pra fechar a tampa do caixão do FM. Porque o cadáver já está fedendo. O cadáver do AM já foi enterrado pela incompetenta, com a transferência das AMs para o FM estendido.

E viva a MP3 FM!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Casos de dupla e tripla transmissão de uma mesma grade inteira só no Sistema Globo de Rádio

CBN Rio em AM 860 e AM 1180 em 1993 e em alguns anos seguintes
CBN São Paulo em AM 780 e FM 90,5 desde a década de 1990
CBN Rio em AM 860 e FM 92,5 desde 4 de julho de 2005
Rádio Globo Rio em AM 1220 e FM 89,3 desde 4 de maio de 2010, mudando para FM 89,5 em 26 de fevereiro de 2011
Rádio Globo Rio em AM 1220, FM 98,1 e FM 89,5 desde hoje
Fora outros casos não citados ou lembrados. Favor, se houver mais coloque nos comentários.

E ainda: duplas, triplas e até tetra transmissões de futebol e Fórmula 1, como a tetra transmissão da Fórmula 1 e da Copa 2010 nas rádios CBN AM+FM e Globo AM+FM.

Será que vem aí a PENTA transmissão? Fórmula 1 nas rádios CBN AM+FM e Globo AM+FM+FM.

Tripla transmissão AM+FM+FM

Só digo uma coisa: é só no Brasil que pode haver uma rádio oligopolista que transmite ao mesmo tempo em AM e em DUAS FREQUÊNCIAS EM FM. E as 'otoridades' deixam. Depois a corja há 12 anos no poder ainda vem vomitar na minha cara palavras vãs de "democratização dos meios de comunicação".

Não me procurem para apoio algum.

Enquanto isso, nos 91,9...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Rádio Cidade derrubou uma concorrente. E não foi a Kiss FM


Quem realmente ouve a Rádio Cidade? Roqueirões da pesada vestidos de jaqueta e pilotando motocicletas envenenadas? Alternativões da gema dotados da visão filosoficamente pessimista do mundo? Rebeldões raivosos de cabeça raspada que vivem de mal com o "sistema"?

Nenhum deles. A realidade mostra que o público que ouve a Rádio Cidade e aceita alguns sucessos manjados do rock e bandas mais comerciais do gênero nem de longe representa o público especializado em rock, mas tão somente um público que, de vez em quando, alimenta suas catarses com guitarras distorcidas e vozes guturais, mas sem ir fundo no "espírito do rock'n'roll".

A constatação se deu com a crise que atinge, pelo menos, quatro FMs ligadas ao pop convencional, sendo uma delas, a popularesca Beat 98, prestes a sair de sintonia na próxima semana, dando lugar a uma nova frequência da "Rádio Globo AM" FM, que deixará os 89,5, cujo destino não foi divulgado até agora.

Ela se deu depois que a Rádio Cidade voltou, depois de um bom tempo como OI FM, Jovem Pan 2 e 102,9 FM. A emissora voltou não adotando a linha assumidamente pop que a consagrou, mas o mesmo perfil "roqueiro" que havia "queimado" a rádio em 2006. Essa fase voltou com todos os defeitos e equívocos cometidos.

O sucesso que a emissora está tendo - que, na verdade, não é tanto assim, se observarmos que os institutos de pesquisa atribuem às emissoras FM uma audiência em média 60 vezes maior do que a real - se deve não pela conquista de um público especializado em rock, mas pela absorção de ouvintes de FMs convencionais.

Isso desmente claramente a reputação da Rádio Cidade como "roqueira", fazendo com que todas as tentativas de colocá-la na ciranda mercadológica das rádios de rock sérias seja em vão. Na prática, a Cidade continua tendo a mesma mentalidade e linguagem de qualquer rádio pop convencional, sem qualquer relação com o perfil roqueiro.

Isso é tão certo que a Rádio Cidade fez a primeira vítima numa rádio bem popularesca, a Beat 98, que tocava "funk" e "pagode romântico" e emendava com hip hop e pop dançante norte-americano. Um ex-coordenador da rádio foi justamente comandar a programação da Cidade. Ironicamente, a Beat 98 havia sido a "casa" dos ex-Cidade Rhoodes Dantas e Paulo Becker.

Diante do "fenômeno" Rádio Cidade - que se destaca mais pela linguagem animada de locutores do que de qualquer alusão ao rock - , outras rádios começam a sofrer uma discreta crise, como indicam rumores divulgados nas mídias sociais.

A Mix FM e Sul América Paradiso, duas franquias financiadas por Luciano Huck, em parceria com Luiz Calainho e Alexandre Accioly, começam a sofrer uma crise, já que não conseguem repercutir de maneira desejada, apesar da onipresença publicitária que envolve sobretudo a Mix.

Já a Rede Transamérica, por sua vez, há muito tempo não consegue ter um índice expressivo de audiência, em todo o país, e hoje não passa de uma sombra do que a rádio foi nos anos 80. Aparentemente, a rádio parece remanescente das antigas FMs oitentistas mas hoje, parcialmente entregue ao "Aemão" esportivo, a rádio decaiu completamente.

Hoje a Transamérica não é mais do que uma rádio de aluguel, arrendada por DJs e por dirigentes esportivos. E, apesar do cartaz que ela mantém nas colunas e fóruns de rádio e de seus (pouquíssimos) ouvintes sintonizarem a emissora em volumes altíssimos, a audiência e a reputação são baixíssimas.

Portanto, essas notícias comprovam que a Rádio Cidade não faz parte da ciranda mercadológica do radialismo rock - a gente até pergunta se o nome "rock" não é elipse para "Rock In Rio" - , mas da ciranda das rádios pop convencionais. Rádio Cidade, o teu passado não nega.